CEUSOL: Um projeto de vida

"Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu. (...) É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: a humanidade é maior. Missão é (...) abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los (...) missão é partir até os confins do mundo". (Dom Hélder Câmara).


Saindo de si mesmos, jovens e adultos se unem para ir ao encontro do outro. Percorrem quilômetros de estradas, de linhas que se cruzam num ideal comum: descobrir a riqueza que existe em cada pessoa.
São Paulos, Marias, Josés que possuem na essência de seu ser, Minas de um tesouro inigualável. E assim seguimos tecendo esta teia de confiança e carinho, tecida ao longo do caminho.
E que surpresa chegar naquele local e encontrarmos uma terra sedenta que, no entanto mesmo em meio aos desmatamentos da vida, não deixa morrer a esperança de um mundo melhor, de que é possível sonhar.
Como esquecer dos testemunhos vivos da força de vontade, do querer aprender, do querer partilhar. Quantos caminhos a serem percorridos debaixo de um sol escaldante! Mas esta gente sabe o que é lutar, sabe o que é ser feliz!
Como foi marcante ver no sorriso das crianças, a esperança viva que nos revelava que o Reino de Deus está próximo, está no próximo, pois ele se encontra em cada um.
O que dizer do brilho no olhar, que enchia o nosso coração de uma alegria, de um entusiasmo, de doar-nos cada vez mais, sabendo que é possível cantar uma nova canção, desde que nos demos as mãos e deixemos nos embalar pela canção do amor.
Não poderia deixar de lembrar da força dos jovens os quais abriram seus corações para partir em missão. Quantos quebraram ou tiveram quebrados a crosta do egoísmo que os fechava em seu eu e passaram a abrir-se ao outro, vendo que o mundo é maior do que seu próprio mundo, descobrindo que neste projeto há algo de importante, além das horas, além dos certificados, além da aventura e emoção da viagem, há algo de muito importante: o outro.
Esta é a grande aventura, abrir-se ao outro, descobrir e encontrar nele a presença visível de um Deus invisível.
Como não lembrar dos jovens que entoavam no Oficio Divino o grande louvor ao Deus da vida, jovens de fé, de esperança, de coragem, que sabem o que é ser jovem, sem deixar de ser cristão.
Começo então a imaginar... Como estaria Santo Antônio Maria Claret ao ver que seus filhos continuam a missão tão sonhada por ele. Que alegria ver tantos leigos que seguem este carisma claretiano!
Assim nossa vocação é nutrida por este testemunho de que vale a pena ser claretiano, de que é possível sonhar com um novo mundo.
É assim que podemos acreditar que o CEU começa aqui, quando deixamos que o SOL maior irradie no horizonte de nossos corações e traga consigo a crença de que no olhar desta gente se manifesta a certeza de um irmão, de um amigo.
Um abraço a todos de São Miguel e São Francisco do Guaporé, de Seringueiras, nossos irmãos Claretianos. Continuemos dando passos nesta bela jornada que é a Vida!

Williams Nunes da Cunha Junior
Aspirante Claretiano

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